Revista Trail Running
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Manu Vilaseca Deu A Volta Por Cima E Teve Um Excelente

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RESULTADO NO UTMB, FICANDO EM 8º LUGAR GERAL FEMININO. O que mais move os atletas de esportes outdoor é a paixão e o contato com a natureza. Com a Manu Vilaseca não foi diferente. Ela começou sua vida Para preencher o vazio que ficou quando parou com o hipismo, Manu foi para a academia. Fazia aulas de spinning e ginástica localizada. Um dia, foi convidada, pela turma do spinning, de atleta aos 11 de idade. Seguindo a fazer um passeio de bike no fim os passos de sua mãe, que era de semana (mal sabiam eles que ela apaixonada por cavalos, Manu nunca havia pedalado uma mountain começou a fazer hipismo, esporte bike antes). Depois de “aprender” a que praticou até os 25 anos. trocar as marchas enquanto o grupo preparava-se para sair, o passeio foi Durante esses anos, ela participava tranquilo, pois Manu tinha um bom de competições e obteve ótimos preparo físico, então aguentou bem a resultados, mas como ela mesma pedalada. Foi então que, incentivada diz, “no hipismo o verdadeiro atleta pela amiga Dani Genovesi (ciclista é o cavalo”. Por isso, não bastava que representa o Brasil pelo mundo), ela estar bem, se o cavalo não resolveu inscrever-se em sua primeira estivesse bem, de nada iria adiantar. competição, o Big Biker de 100 milhas.

A parceira de Manu era a égua A partir dali, não parou mais. Primitive “Ela me deu muita felicidade e me trouxe muitas alegrias”, afirma. Do hipismo partiu para esportes de Manu confessa que não sente falta aventura, canoagem, mountain bike, do esporte em si, mas do contato triathlon, Ironman e Ultramaratonas.

e da relação com o cavalo. “É de Agora você confere a entrevista arrepiar pensar que um bicho de meia exclusiva da Manu à Revista Trail tonelada te respeita e te trata com Running. carinho. Os animais são muito fiéis. Acho que isso é o que mais sinto falta, na verdade”, explica.

TR - POR QUE GOSTA DE CORRER? realmente foi um marco inesquecível quando a orla do Rio fica livre para dentro da minha vida esportiva. os pedestres. Também é gostoso MV - Eu gosto de correr em trilha. não ter hora para acordar nos fins Acho que no asfalto não teria a de semana e poder sair para tomar mesma paixão. Gosto de estar TR - QUE CONSELHOS VOCÊ DARIA PARA OS ATLETAS DE LONGA um café da manhã com calma. Por sozinha no meio da natureza e outro lado, se eu fico parada muito admirar toda a beleza à minha volta. DISTÂNCIA?

tempo já começo a ficar agoniada. Acho que nas ultras nós temos MV - Eu acho que para quem quer ter Eu acho que é muito importante momentos muito introspectivos uma vida longa nas ultras, é preciso parar, especialmente a rotina, as e isso é mais uma coisa que me saber respeitar o próprio corpo e planilhas, os compromissos e as fascina. Com certeza eu passei a subir um degrau de cada vez. Apesar corridas. Acho que, mais que o corpo, me conhecer muito melhor depois da minha primeira ultra ter sido uma quem precisa descansar no fim da que iniciei nesse esporte. A parte prova de 100 milhas, eu já possuía temporada é a cabeça. Eu gosto mais legal das ultra trails (e que uma vasta experiência em provas de de voltar a correr quando já estou diferencia das corridas de asfalto) é longa distância. Já havia feito muitos implorando para o meu treinador me que o resultado é muito imprevisível. Raids de Aventura de uma semana liberar. Aí sim é a hora de recomeçar.

Temos que saber lidar com as sem parar. O meu corpo já estava São coisas básicas da rotina “normal” adversidades e temos que driblar mais que acostumado. O problema da das pessoas e que não podemos muitas dificuldades para cruzar a corrida, especificamente, é que é uma fazer em momentos de pico de linha de chegada. O desafio acaba modalidade que causa muita lesão. treinamento.