Como o índice é calculado
A pontuação responde a uma pergunta só: o quanto aquele esforço chegou perto do ritmo de recorde mundial. Toda a conta é pública e pode ser refeita por qualquer pessoa.
1. A subida vira distância
Cada 120 metros de ganho de elevação equivalem a 1 km no plano. Uma prova de 45 km com 2.500 m de subida vira um esforço de 65,8 km — o que chamamos de km-esforço.
45 km + (2.500 ÷ 120) = 65,8 km-esforço
2. Quanto tempo o recorde levaria
Para esse esforço, calculamos em quanto tempo o recordista mundial faria a distância no plano. O cálculo parte dos dois recordes oficiais mais próximos — no exemplo, os de 50 km e 80,5 km — e traça a curva entre eles. A tabela é separada por sexo, e o recorde feminino considerado é sempre o de prova exclusivamente feminina.
3. A pontuação
O índice é a razão entre o tempo de referência e o tempo do atleta, numa escala em que 1000 é o ritmo de recorde mundial.
índice = 1000 × (tempo de referência ÷ tempo do atleta)
Todo finisher pontua. Uma pontuação de 500 significa metade da velocidade do recorde para aquele esforço.
O recorde é o da época
A pontuação usa sempre o recorde vigente na data da prova, e um resultado nunca é recalculado depois. O índice de 2019 continua contando a história de 2019 — como acontece em qualquer esporte, uma marca não muda de valor porque o mundo ficou mais rápido.
De onde vem a altimetria
O ganho de elevação entra direto na conta, então um número errado contamina a prova inteira. A fonte preferida é o traçado em GPX, de onde a altimetria é medida em vez de declarada. Na falta dele, vale o regulamento oficial. A fonte usada aparece na página de cada prova, e prova sem altimetria confirmada fica fora dos rankings.
