Revista Trail Running
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Edição 11 — conteúdo completo (recuperado por OCR)

64 min de leitura

MENSAGENS

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mesmo em áreas sem internet ou cobertura celular

RASTREIO

Monitore seu movimento e permita que amigos

e familiares acompanhem através da Página

Compartilhada SPOT

Cor nidisão direta em duas vias com

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JA MACIEL, Ultramaratonista

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EDITORIAL

Chegamos a 1Iº edição da Revista Trail Running que tem, como protagonista, a

Argentina como cenário para grandes provas de trail; com potencial para atrair

grandes nomes do esporte em nível mundial e oferecer experiências com

qualidade no padrão das famosas competições na Europa, Estados Unidos e

outras partes do planeta, onde o trail running esteja alguns passos à frente. O

caso da Argentina também serve de exemplo para o Brasil, uma vez que o

cenário trail nacional vem crescendo, e muito nos últimos anos.

Esse assunto também dialoga com a nossa reportagem sobre a Indomit Pedra

do Baú, que foi seletiva direta para o Mundial de Trail, disputado nos dias 08 e

09 de junho, em Portugal. A prova ganhou um status de referência no Brasile o

organizador conta para nós como foi o processo de evolução até chegar a esse

patamar.

Voltando os olhos para o Skyrunning, trouxemos duas reportagens, uma sobre o

Campeonato Continental da modalidade, que terá, pela primeira vez, sua edição

Sul Americana, tendo como sede o Brasil, mais especificamente, a Ultramaratona

dos Perdidos, evidenciando o quanto a modalidade cresceu em nosso país.

Também falamos sobre a Insanity Mountain Mestre Álvaro, considerada uma das

provas brasileiras mais casca grossa. Ela integra a Skyrunner? National Series

Brazil e os organizadores nos contaram detalhes interessantes sobre a compe-

tição, que volta os holofotes dos skyrunners brasileiros para o estado do

Espírito Santo e enche os olhos daqueles que gostam de sentir as panturrilhas

queimando.

Além de todo esse conteúdo super bacana, temos os nossos tradicionais

colunistas trazendo experiências pessoais, opiniões sobre produtos, dicas e

conhecimentos sobre treinamento e muito mais.

Boa leitura!

Wanderson Nascimento

ANUNCIE NA REVIS TA TRAIL RUNNING:

* VALMIR LANA JR.

VALMIRDREVISTATRAILRUNNING.COM.BR

DREVISTATRAILRUNNINGBR

(1) DREVISTATRAILRUNNINGBR

EXPEDIENTE

PUBLISHER

Valmir Lana Jr.

DIREÇÃO DE JORNALISMO,

REDAÇÃO E EDIÇÃO

Wanderson Nascimento

DIAGRAMAÇÃO E

DIREÇÃO DE ARTE

IDX.agency

COLABORARAM NESSA EDIÇÃO

Rosalia Camargo Guarischi,

Plauto Holanda, Cesar Picinin,

Lígia Almeida, Guilherme D'Agostini

TIRAGEM

Limitada para assinantes e

anunciantes. A revista está

disponibilizada gratuitamente no

site: www.revistatrailrunning.com.br

COMERCIAL

Valmir Lana Jr

valmirorevistatrailtunning.com.br

FOTOGRAFIA DE CAPA

Carlos Maldonado

VAI CORRENDO DESTINO

Mudanças no meu Serra da

treinamento aproveitando Canastra

o novo cenário de

trail no Brasil

SOUL RUNNING EXPERIÊNCIA

Soul Trail -. . Depoimento

Revista Trail Running BR Bocaina

ATLETA VALMIR LANA TALK

Lígia Almeida, Experiência

do sedentarismo aos Quando correr uma

mundiais de trail prova de 100 milhas? gar f

" COLUMBIA

INDOMIT PEDRA DO BAU CALDORADO

dar 9 meo l Tênis Columbia

tart list Brasi :

start list do Brasi Montrail 37

Caldorado Ill

SKY RUNNING TREINAMENTO

Brasil sedia o O esforço no

1º Campeonato Trail Running

Sul Americano de

Skyrunning

INSANITY

MOUNTAIN

CAPA: Um desafio

DESTINO ARGENTINA insano no

PAÍS SEDIOU DUAS Espírito Santo

GRANDES PROVAS DE

NÍVEL MUNDIAL EM ABRIL

CRÔNICAS DO BONA

“A luta pelo

reconhecimento”

“MUDANÇAS NO:MEU TREINAMENTOS

APROVEITANDO: O NOVO CENÁRIO

DE TRAIL NO BRASIL

por ROSALIA CAMARGOSGUARISCHI

om o alto crescimento da quantidade de provas de trail aqui no Brasil este ano eu consegui encaixar duas

corridas de 32km como parte do meu treinamento para West Highway, e é impressionante como esse estímulo

das competições deixa o processo de preparação para as ultras mais dinâmico e interessante.

Eu, que sempre fiz todo o volume de treino sozinha, estou muito

satisfeita com essa mudança pois me sinto menos desgastada pela

intensa rotina das corridas longas dos finais de semana subindo e

descendo a Vista Chinesa.

Busquei provas que fossem perto de casa e com características de

terreno e altimetria semelhantes as da minha prova alvo desse

primeiro semestre. Achei o Desafio Cruzada do Céu CORJA e a World

Trail Run, ambas em Maio e bem diferentes entre si, porém perfeitas

para minha preparação com teste de novos equipamentos e rotina de

alimentação.

O Desafio Cruzada do Céu CORJA, apesar de apenas 32km, apresentou

um desnível positivo de aproximadamente 2.500m. A prova aconteceu

no Parque Estadual da Pedra Branca pela primeira com essa distân-

cia. Foi minha primeira participação em uma etapa de Skyrunning e

uma experiência inesquecível !!

Essas provas foram corridas como treinamento, e nelas não cheguei

ao meu limite de esforço, me permitindo curtir bem mais o evento de

trail como uma oportunidade para estar com os amigos em contato

com a natureza descobrindo novas paisagens!!

É muito bacana ver a grande variedade de provas boas que temos

atualmente, com organizações criativas e atentas aos cuidados com

os atletas e o meio ambiente

ROSALIA CAMARGO GUARISCHI, 38anos, é arquiteta e corredora trail

de longas distâncias. Possui diversos títulos na carreira, entre eles o

primeiro lugar nas duplas femininas do Cruce de Los Andes 2012 com

Cristina Catvalho. Além das colunas na Revista Trail Running, Rosalia é

colunista da Go On Outdoor e tem um blog com mtícias diárias chamado

Vai Correndo (www yaicorrendo.com.bi).

> Contato: rosalia.camargomgmailcom

SOUL RUNNING

»por PLAUTO HOLANDA

eceber um convite para poder

compartilhar sua história dentro

da revista da qual você é fa,

para falar do esporte que, hoje, é sua

maior paixão e com os caras que você

mais admira no seu esporte estando

nas matérias logo ao lado, para mim,

não tem igual!

PS - Acho que fui um dos primeiros

assinantes do Nordeste, fiz a assinatura

desde a antiga versão da revista em

2012/13, quando recebiamos ainda uma

camisa do Trail Running Club Brasil...

Meu nome é Plauto Holanda, pai de duas

pérolas, Lia e Maya, tenho 36 anos, sou

cearense de nascença, da capital

Fortaleza e nordestino apaixonado por

minha região. Atualmente sou treinador e

atleta e idealizador da equipe Núcleo

Outdoor, que tem, como seu maior

compromisso, difundir o trail running e o

potencial outdoor da região nordeste do

Brasil.

Eu fui um típico menino que cresceu em

um bairro mais simples e popular aqui da

minha cidade; desde cedo o movimento

era o meu forte; desde as brincadeiras de

correr, subir e descer em casas e árvores,

ao futebol jogado no meio da rua.

Logo fui apresentado a outros esportes; o

primeiro, como a maioria dos meninos se

identifica, foi o futebol, mas logo também

bem cedo conheci a capoeira e o surf.

Antes ainda dos 10 anos de idade eu já

estava muito envolvido e em todos esses

busquei levar mais a sério, competi por

anos no futebol e no surf (bodyboard), me

graduei na capoeira e, dentro desses

todos, pude conhecer como é poder levar

meu corpo ao limite.

Passado algum tempo com as

experiências vividas no surf, pude sentir

que o contato com a natureza era algo

diferente e logo fui buscar mais

envolvimento com esportes outdoor e de

ação, pois queria sempre experimentar

mais os limites e poder conhecer lugares

fantásticos.

Esse caminho me fez passar desde

ultramaratonas de bike, MTB, triathlon,

corridas de rua, de aventura... Até 0

paraquedismo experimentei, tudo sempre

buscando ação, superação e natureza.

Um belo dia, depois de uma competição

de MTB, quando conversava com atletas

espanhóis, escutei deles sobre o Trail

Running, sobre a famosa UTMB, fiquei

mega curioso e fui pesquisar como um

louco. Ai vocês imaginam aquela cena de

filme em que o cara joga todas as suas

coisas de lado e sai correndo atrás de

sua paixão. Pois bem, foi mais ou menos

assim. Depois de passar por vários

esportes, de ter tido várias vivências, eu

retornei ao mais simples, me voltei para a

simplicidade do correr, do ato de apenas

calçar um par de tênis e sair pelas trilhas

ou praias (temos muitas belas por aqui).

simplesmente surreal para mim. Isso me

encantou o poder escutar mais os sons

da natureza, o poder reparar e observar

com mais detalhes as plantas, os visuais,

poder sentir inclusive os odores, foi

simplesmente surreal para mim.

Logo eu já estava correndo em diversas

trilhas, onde antes eu pedalava. Outros

corredores, da rua, do triathlon, até

treinavam esporadicamente pelas trilhas

já naquela época (2009/10), mas eu sabia

que comigo era algo mais forte e, de fato,

minha alma se conectava com aquilo de

outra forma. Não eram apenas treinos,

eram sensações. Eu saía do mundo e me

conectava literalmente com aquele meio.

Daí pra frente foi a luta para me aperfeiçoar, para ir

atrás de novas experiências no trail, mas como seria,

já que aqui na minha região mal havia atletas dessa

modalidade naquela época? Foi um caminho árduo,

solitário, mas isso não me impediu de ir atrás das

vivências que eu tanto sonhava, em diversos lugares

do Brasil e do mundo. Pude correr grandes provas

como Patagonia Run, Endurance Challenge, La Misión,

Machu Pichu Trail, Perdidos, dentre outras, quando

poucos mal sabiam desse estilo de corrida pela minha

região.

Consegui realizar um grande sonho, em 2015.

Mesmo com grandes limitações financeiras,

consegui ir para a UTMB (corri a TDS na época),

me tornando o primeiro atleta do meu estado e

um dos primeiros da região nordeste a ter ido e

concluído esse evento tão mágico. Com isso,

consegui trazer muita visibilidade para o esporte

aqui.

Eu treinava literalmente sozinho, por meses,

anos e anos indo sozinho para as regiões de

serras, passando horas nas trilhas sem ver ou

falar com quase ninguém, repetindo inúmeras

vezes as mesmas subidas. Não existiam grupos,

assessorias voltadas para o trail, na verdade a

maioria nem conhecia. Foi aí que resolvi

divulgar, convidar outros amigos para treinos,

falava para todos e parecia um maluco pregando.

Procurava as mídias locais, me oferecia pra dar

palestras, contava sobre minhas experiências em

outros lugares, falava das montanhas, o frio

extremo... Fiz um trabalho de jogar várias

sementinhas para ver se um dia pegava.

Pude colaborar com os primeiros eventos de

corridas trail do meu estado, ajudando

voluntariamente vários organizadores, tudo no

intuito de que um dia eu poderia ver provas e

circuitos ocorrendo por aqui. Hoje encho meus

olhos de lágrimas quando vejo que aqui não

somente no meu estado como em todo o

nordeste já existem grupos, eventos e mais

atletas surgindo e se envolvendo com o trail.

Hoje, mais maduro, tento ser ainda aquele cara

lá de quase 10 anos atrás, que busca incentivar

e motivar todos ao meu redor a experimentarem

correr pela natureza, seja em montanha, em

praia ou cerrado, no frio ou no calor, para mim

não importa. À paixão está em conectar-se com a

natureza, seja ela qual for e de onde for, de

norte a sul, pois, para mim, de fato, o trail

running faz parte do meu ser, da minha alma, eu

realmente "Soul Trail".

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doi O CHAMADO DA MONTANHA E AVENCORRERCOMAGENTE

atleta Lígia Silveira de Almeida, 38 anos, é

natural de São Bernardo do Campo/SP,

cidade onde também mora atualmente. Ela

representou o Brasil no Mundial de Ultra Trail

em 2016 e novamente integra a Seleção

Brasileira em 2019. Confira o relato de Lígia

sobre sua história de vida e sua vivência com o

trail running:

Em 2008, troquei a vida sedentária (eu fumava) pelo

vício da corrida e comecei na rua, com meus primeiros

10 Km. Foi um ano de muitas corridas no asfalto e, em

2009, conheci o Trail Run, com meu amigo e técnico,

desde então, José Virgínio de Morais. Entrei para

assessoria dele, a JVM Trail Run, fui picada também pelo

bichinho da montanha, tanto que errei a mão por

muitas vezes: queria fazer todas as corridas que

apareciam nas ruas, trilhas e montanhas, todo final de

semana era um convite diferente.

A competição era sempre comigo mesma; eu queria

correr forte em todas as provas e, na maioria das vezes,

somente avisava ou apenas comunicava meu técnico

um dia antes da prova, até que um dia a conta chegou

e eu fui falar pra ele que não entendia o que estava

acontecendo comigo, pois estava cansada e não estava

rendendo. A resposta dele: "normal pela quantidade de

provas que está fazendo, inclusive acho que você pode

se treinar, afinal, não segue minhas orientações, não

faz sentido continuarmos”. Depois desse xeque-mate

merecido eu acordei e começamos a alinhar

expectativas x realidades.

Somente no trail fui aumentando as distâncias. Desde

então não ficava específica em uma distância, minhas

pernas queriam mais quilômetros, só sabia disso. Em

2011 fiz minha primeira ultra, o X-Terra 50 Km em

Tiradentes. Entrava na prova e só me preocupava se

meu cotpo e mente eram capazes de suportar tanto

tempo, tantos Km; essa era minha vitória cruzar a linha

de chegada.

Os resultados que obtive foram consequência de treino

e dedicação; meu lema era terminar e bem. Nessa

mesma época não havia muitas mulheres que faziam

ultra distâncias no Brasil; as poucas que faziam já se

destacavam no cenário internacional, com resultados

incríveis. Passei a me inspirar nelas e acompanhar mais

de perto; hoje uma delas tenho a felicidade de dizer

que é minha amiga, a Cyntia Terra. Tivemos a

oportunidade de estar no 1º Mundial de Ultra Trail, onde

estreitamos mais os laços de amizade.

Entre uns ajustes e outros nos treinos passei a

respeitar fielmente a planilha, inclusive os day offs e

dar feebacks mais detalhados para evoluirmos em cada

treino. Essa era a maneira de saber se eu estava

melhorando. Quando eu me colocava em competição

com elas, além de procurar a prova que queria fazer, eu

pensava: "Legal, a elite referência vai estar lá”.

Isso ficou mais evidente para mim quando eu fui

competir no Campeonato Mundial de Trail Running, em

2016, em Portugal, foi no susto que eu soube da

convocação; não tivemos tempo de um preparo

específico.

Voltei de lá com muitas certezas, que foi a melhor

experiência que já tive na minha vida esportiva até

hoje, foi como estar nas Olimpíadas do Trail Running e

correr com a elite mundial passando por mim me

deixou emocionada. Lembro disso com muita alegria

no coração. Por todo contexto e pressão natural que

esse evento proporcionou, voltei com muito

aprendizado na bagagem. Precisaria comer muito mais

arroz com feijão para se estar nesse cenário

novamente.

Meu foco, nos anos seguintes, era conseguir os

pontos faltantes e torcer no sorteio para o desafio

dos meus sonhos, o UTMB percurso de 100 milhas.

Pontos válidos e minha loteria saiu para este ano.

Sigo também em preparação para ela. Com intuito de

melhorar minha performance, alinhamos eu e o

Virgínio meu calendário de 2018 nas provas que

faziam parte da seletiva, pois, assim, entendemos que

o cenário competitivo iria aumentar. Focada, os

resultados foram melhores do que imaginávamos,

mesmo diante de uns percalços superados com

sucesso durante o planejamento.

Mesmo já tendo conquistado uma das vagas no início

deste ano, conforme critérios da carta aberta para o

Mundial, eu me coloquei em competição na Indomit

São Bento Sapucaí, também para chegar mais

preparada para dar 110% da Ligia lá nos Trilhos dos

Abutres.

“Minha expectativa foi fazer o meu melhor Mundial;

tive mais tempo em me preparar, segui "suando

grosso" para isso; os treinos tiveram uma fase de

intensidades moderadas e trabalhos específicos,

conforme orientação do coach. Tive acompanhamento

direcionado de nutricionista; de psicóloga do esporte;

fazendo também fisioterapia preventiva e Trabalho de

Força Integrado e passei a integrar o time de atletas

da Salomon Brasil e Vidas Corridas, com os materiais

esportivos."

Nós trabalhamos duro para eu estar pronta para a

largada, que foi firme, forte e feliz. Para o próximo

ano, eu e o Ricardo, meu namorado, pensamos em

aumentar a família, portanto, iremos planejar com

calma, depois do UTMB, possivelmente minha última

prova do ano em 2019. Se assim for, 2020 não deixará

de ser um ano corrido também, mas tenho certeza de

gue iremos conciliar essa boa rotina com as corridas.

Sobre o nosso Trail Running, os próximos passos

determinarão o futuro do Trail Nacional. Há pessoas

empenhadas trabalhando nisso, espero que elas

mantenham os bons ânimos, pois não é fácil

regulamentar e organizar o esporte; requer energia

significativa de muita gente para fazer acontecer,

mas, sem dúvidas, cada vez mais essa modalidade

está se tornando mais conhecida e todos têm muito a

se beneficiar, principalmente os praticantes dessa

modalidade.

Quero agradecer a oportunidade e parabenizar a

Revista Trail Running pelo trabalho sério,

transparência e verdade com as informações e

divulgações dessa modalidade.

Pedra do Baú

Uria Trail

mereunna

maNTORAA SERES

Indomit Pedra

A prova reuniu o melhor start list do Brasil

Indomit Pedra do Baú 50 Km foi seletiva direta para o

Mundial de Trail Running 2019, característica que foi uma das responsáveis

por levar para a prova talvez o melhor start list de todos os tempos de

uma competição de trail running no Brasil.

Além de garantir a vaga para os dois primeiros colocados no geral

masculino e feminino para o Mundial, que foi disputado em Portugal, a

Indomit foi a primeira etapa do Circuito Ultra da ISF - Brasil (Skyrunning

Brasil), que também oferece vaga, ao final do circuito, para a seleção

brasileira de Skyrunning.

Realizada na pacata São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo, tendo

como cenário as lindas montanhas da Serra da Mantiqueira, a Indomit

Pedra do Baú se consagrou como uma das mais importantes provas do

trail running brasileiro, se tornando uma referência também nos padrões

de organização.

Nossa reportagem conversou com o Diretor Geral da Indomit, Gustavo

Nogueira, que nos contou um pouco da história da prova e falou sobre a

Segundo ele, tudo começou quando Juan Carlos Asef, criador da marca,

decidiu realizar um evento Indomit em São Paulo e o chamou para ser

seu sócio, pois ele já tinha certa experiência na realização em provas

como 'O Rei da Montanha”. “A princípio, escolhemos Campos do Jordão

onde, de fato, realizamos em 2014 a primeira edição da Indomit São

Paulo, como foi chamada a prova naquele ano. Mas, passados alguns

meses, recebemos uma proposta da Pousada do Quilombo para que

levássemos a prova para São Bento do Sapucaí. Foi amor à primeira

vista, tanto com a cidade, como com a pousada. Fomos muito bem

recebidos na cidade e, naquela época, fomos presenteados com dois

caras que foram essenciais para o sucesso do evento: Ademilson

'Brinco' que, além de conhecer a região na palma da mão, ainda conta

com todos os staffs da cidade, e o Fabrício Barbosa, que, como o Brinco,

também conhecia todas as trilhas e ainda é atleta, o que ajudou demais

na formatação dos primeiros percursos utilizados de 2015 a 2017”.

Gustavo explica que a partir daí a prova passou a ser chamada de

Indomit Pedra do Baú - Ultra Trail, mas os percursos ainda não passa-

vam pela pedra, fato que foi mudado a partir de 2018.

“Tem sido um casamento que vem dando muito certo e a relação

com a pousada tem sido um dos fatores-chave para o sucesso do

evento e para a melhoria na qualidade dos nossos serviços”,

destaca.

De acordo com Gustavo, um dos fatores que determinam o

sucesso dessa prova é a cidade de São Bento do Sapucaí, que

oferece tudo que um trail runner gosta. Em primeiro lugar,

obviamente, as montanhas. “Ela não tem as maiores montanhas do

país, mas para onde você olha, você vê uma. Além disso, São

Bento é uma das cidades mais verdes que eu conheço e está no

coração da Serra da Mantiqueira, eleita uma das áreas mais

insubstituíveis do planeta Terra”. Segundo ele, a cidade tem uma

variedade de trilhas enorme, para todos os gostos e ainda possui

uma estrutura hoteleira e gastronômica bem variada, além de

estar a apenas 140 Km do principal aeroporto do país, o que

facilita demais a logística para quem vem de longe.

Gustavo destaca ainda o cartão postal da cidade, que dá o nome

a prova e que lhe deu status de chegada mais linda do Brasil. “A

Pedra do Baú é um monumento natural totalmente preservado e

muito bem cuidado pela Fundação Florestal, com a qual o evento

tem parceria para preservação e melhoria das trilhas que

compõem o parque. Desde o primeiro ano, apesar de não passar

por lá, a Pedra do Baú sempre fez parte da paisagem e os atletas

sempre tiveram a sua presença marcante como plano de fundo.

Atualmente, o percurso de 50 Km passa por ela, dando um charme

a mais à prova, mas o que a deixou ainda mais desafiadora”,

explica.

2019: o ápice da Indomit Pedra do Baú

fato de a última edição ter sido seletiva direta para o Mundial tornou o ano

de 2019 especial não só para a prova, mas também para a marca Indomit,

trazendo uma responsabilidade a mais para a organização do evento

e proporcionando, de acordo com Gustavo, um desafio que fez muito bem

para a real profissionalização de todos os processos da organização.

“Desde a abertura das inscrições com bastante antecedência (oito

meses), comunicação diferenciada, definição de funções mais específi-

cas e a formatação de uma equipe (ideal na minha opinião) que venho

montando há cinco anos. Cada detalhe foi extremamente analisado,

pensando sempre na experiência dos atletas e na qualidade do evento

em geral. Tomamos muito mais cuidado com a marcação, inovamos com

placas avisando a divisão de provas 100m e 50m antes da bifurcação e,

como todos os anos, fizemos uma reunião muito importante com todos

os mais de 100 staffs do percurso, confirmando a importância do evento

e a importância fundamental de cada um deles para que tudo saísse

como planejado”, declara.

O Diretor ainda destaca que teve um feedback muito positivo dos

questionários que enviou a todos os atletas depois da prova. Com uma

avaliação excelente em todos os segmentos, a maior nota ficou para o

trabalho dos staffs que, quase por unanimidade, ganhou nota máxima,

confirmando o trabalho dos staffs como fator determinante para o

sucesso de uma prova de trail running. Além da preocupação com os

atletas, Gustavo afirma que também procurou melhorar a comodidade

dos familiares, acompanhantes e do público que acompanhou o evento,

passando o dia à espera dos atletas.

Como a Indomit se tornou referência em organização

ustavo explica que vasta experiência é responsável por essa evolução.

São mais de 10 anos de existência da Bombinhas Runners que, antes da

Indomit, já organizava a K42 e as K21 pelo Brasil inteiro e, com a chegada

de sua empresa de marketing, foram melhorando o que já era bom.

“É claro que, como um dos pioneiros em uma modalidade, as melhorias vêm de erros

e acertos. Testamos já muita coisa e, atualmente, tentamos usar aquilo que, em

nossa opinião, é o que mais dá resultado”, afirma.

Ele também destaca que, além da experiência, a evolução da prova

também é fruto de muito estudo, tanto de provas consagradas no

exterior, como de modelos que vêm dando certo no Brasil. “As pesquisas

de satisfação nos dão um norte do que tem dado certo, o que tem

agradado os atletas e o que temos que mudar para os próximos anos.

Sabemos que os ajustes serão eternos, até porque o mercado está em

constante mudança e sempre terá algo a melhorar. Os elogios são

sempre bem-vindos, mas eu procuro não me atentar muito a isso, botar

os dois pés no chão e saber que o único caminho que dá certo é o da

melhora contínua. E podem apostar que ano que vem será ainda muito

melhor!”.

14 4 TRái! Running

A evolução do trail no Brasil

Indomit é pioneira na realização de maratonas trail no Brasil,

com a edição de Bombinhas. De acordo com Gustavo, muita coisa

de lá pra cá, não na organização dos eventos necessariamente,

mas sim no mercado e no nível dos atletas.

“Hoje qualquer pessoa tem acesso a uma assessoria esportiva no seu bairro.

As pessoas não se contentam mais com provas de 42 Km e, mesmo não sabendo

se isso é um dado bom, estamos tentando acompanhar o mercado. A Indomit,

mais uma vez, foi pioneira também em provas trail de 100 Km e 100 milhas no Brasil”.

Segundo Gustavo, o aumento do acesso dos atletas a experiências com

o trail running fora do Brasil também foi responsável por essas mudan-

ças. “O mercado cresceu e os atletas começaram a viajar mais, terem

novas experiências fora do país e terem outras referências. Por isso que

é de extrema urgência e importância que os eventos no Brasil melhorem

cada vez mais para que nos igualemos à qualidade dos eventos de fora.

É óbvio que a neve e a alta montanha fazem brilhar os olhos dos

brasileiros.

Da mesma forma que nossa Mata Atlântica, nossas serras verdes, nossas

praias, chapadas, nosso clima tropical, entre muitas outras coisas

também fariam brilhar os olhos de quem não mora aqui, mas não

estamos fazendo nada para trazer os gringos para correrem nossas

provas. Fora algumas raras exceções sul-americanas, o mercado

americano e europeu ainda nem sabe que existimos e isso é preocupan-

te, em longo prazo, para uma modalidade que anseia vingar por aqui”,

declara.

O cenário é promissor e tem um potencial enorme para crescimento, de

acordo com o Diretor da Indomit, que afirma que o tamanho do mercado

da corrida de rua serve como referência para o potencial de crescimen-

to do trail. “É claro que não são todas as pessoas que irão migrar do

asfalto para a montanha, mas ainda há uma infinidade de atletas que

nunca experimentaram uma corrida na montanha e isso, com certeza, é

animador”. No entanto, ele afirma que, para que esse potencial seja

explorado, é necessário que haja uma profissionalização cada vez maior

nas organizações para fidelizar os corredores, uma vez que uma única

experiência ruim em um evento poderá afastar o atleta.

Ainda há muito que evoluir

pesar de a Indomit ser uma das referências em provas de trail running

no Brasil, Gustavo aponta que ainda há bastante o que se melhorar

e que ainda estamos engatinhando em relação a como trabalhamos

o trail no Brasil, em relação a outros países que são referência.

Um dos fatores. é a falta de marcas fortes como parceiras, que tende a enfraquecer

o cenário do esporte. “Isso só vem acontecendo por aqui. Temos que nos perguntar

por que os grandes players do mercado não se interessam por nossos eventos, visto

que estão presentes em inúmeras provas fora do Brasil”, questiona.

Em relação especificamente à Indomit, Gustavo destaca que ainda há

bastante o que melhorar. “Como uma marca internacional, com provas na

Argentina e Caribe, temos que chamar a atenção do público de fora,

mas, para isso, sabemos que temos que oferecer um produto que vá de

acordo com as expectativas de um público exigente como esse. A

chegada de Mariano Alvarez ao time, com certeza nos ajudará a alcançar

níveis de organização ainda maiores, tendo em vista sua experiência na

organização de eventos mais que consagrados como a Patagonia Run e

El Origen”, conclui.

A sétima edição da Indomit Pedra do Baú, em 2020, já tem data marcada:

28 de março e, com certeza, a prova vai reunir, novamente, grandes

nomes do trail running brasileiro para disputas de tirar o fôlego.

Brasil sedia o 1º Campeonato

Sul Americano de Skyrunning

Federação Internacional de

Skyrunning - ISF, órgão oficial

pela regulamentação da

modalidade no mundo, anunciou a

primeira edição do Campeonato

Continental de Skyrunning na

América do Sul e também na

Oceania.

Em nosso continente, a Ultramaratona

dos Perdidos SkyMarathonº, organizada

pela TRC Brasil e ISF Brazil, que chega a

sua 8? edição no ano de 2019, é a sede

do CONTINENTAL SKYRUNNING CHAMPS,

campeonato continental da Skyrunning

da América do Sul.

A Ultra dos Perdidos também compõe a

série nacional denominada Skyrunner

National Series Brazil, cujas provas

também pontuam para o Ranking

Mundial de Skyrunning e definem a

Seleção Brasileira para o Mundial Sky de

A prova é a primeira do Brasil e da

América do Sul a fazer parte das

competições da ISF - International

Skyrunning Federation. O anúncio foi

feito no site oficial da ISF no mês de

março.

Perdidos sedia o campeonato

continental nas seguintes modalidades:

45 Km CONTINENTAL SKYRUNNING CHAMPS

SKY - 2.900m de ascensão

80 Km CONTINENTAL SKYRUNNING

CHAMPS ULTRA - 4.100m de ascensão.

Além dessas distâncias, a prova conta

com outros três percursos: 13Km - 744m

de ascensão; 25Km Skyrace? - 1440m de

ascensão.

De acordo com a TRC Brasil, o país

entra definitivamente no mapa das

provas de Trail Running mais técnicas do

mundo e irá mostrar o potencial que

nossas serras podem proporcionar com

um ambiente selvagem, instável e com

trilhas fantásticas.

Os Percursos ainda oferecem as

seguintes pontuações para o Ultra Trail

Du Mont Blancº:

Nossa reportagem entrou em contato

com Ricardo Tourinho Beraldi, diretor

técnico da TRC Brasil e membro da ISF

Brazil (International Skyrunning

Federation) e ABTR (Associação

Brasileira de Trail Running). Ele nos

explicou como vai funcionar 0

Campeonato Continental.

O Continental Skyrunning Champs é o

mais importante evento da modalidade

no ano de 2019, que ocorre a cada dois

anos, intercalado ao World Skyrunning

Champs, Campeonato Mundial da

modalidade. Cada continente terá seu

campeonato, em que os atletas disputam

o título de campeão do continente. No

South America, teremos a presença de 12

seleções nacionais, cada uma composta

por 04 atletas e 01 chefe de delegação.

O Brasil terá 18 representantes advindos

do Skyrunner National Series 2018. No

entanto, a disputa é aberta a todos os

atletas inscritos na distância, então, o

campeão não necessariamente será um

integrante de seleção, mas precisa ser

de nacionalidade sul-americana.

As modalidades em disputa serão a

SKY, com percurso de 45K e 2.900m

d+ e um novo percurso ULTRA, de

percursos que permitem progressão

em 100% da prova, com trilhas de

ótima qualidade, visuais fantásticos,

muita montanha e um tempero extra,

que é o clima instável da região, que

varia muito aos extremos. Isso faz

com que cada ano seja único. As

técnicas mudam, os equipamentos

mudam, a nutrição e, inclusive, o

psicológico do atleta.

por WANDERSON

NASCIMENTO

Desde 2013 tentamos colocar a

Ultramaratona dos Perdidos em

contato com a Skyrunning, então

houve um trabalho de desgaste por

parte da organização para se

chegar até aqui. Para isso, sempre

foi necessário ter uma pegada mais

agressiva como é uma prova Sky, em

uma época onde a corrida de

montanha ainda não tinha

visibilidade como hoje. Foi um

trabalho de imposição para um

público praticamente inexistente, a

não ser quem já havia corrido

provas fora do país. Nós sabíamos

que, se bem trabalhado,

conquistaríamos os adeptos, porque

o que tínhamos na mão com relação

a percurso era algo incrível.

Tudo neste evento foi pensando de

acordo com regulamentos e

conceitos das provas estrangeiras,

desde as trilhas, elevação,

segurança, marcação de percurso,

pontos de abastecimento, tempos de

prova e de cortes, equipamentos

obrigatórios e todas as

características de prova. Claro, que

tudo voltado para o nosso ambiente

e às condições daquele local

específico.

O mercado Brasileiro é imenso e em

pleno crescimento. Posso chutar que

talvez estejamos entre os top 10 do

mercado mundial em quantidade de

atletas e de consumo. € olhem o

tamanho do nosso país! Com certeza

temos potencial para sermos o maior.

Temos um vasto terreno, provas de

diferentes características, mas o que

falta é incentivo do governo, para o

mercado de equipamentos

principalmente, dando mais

oportunidade de consumo (preço),

voltando, assim, a crescer e apostando e

apoiando novamente os eventos e

atletas tornando o mercado mais

profissional.

Esta talvez seja a oportunidade de

acreditarmos do que somos capazes.

Podemos criar conceitos, mas, sem

adesão, não há sucesso e somente com

sucesso teremos crescimento. De degrau

em degrau, vamos conquistando!

CONTINENTAL

SKYRUNNING

FRAIL + RUNNING + CLUB

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SKYRUNNER' CONTINÊNTAL

NATIONAL SERIES SKYRUNNING

8º EDIÇÃO

ULTRAMARATONA

DOS PERDIDAS

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- 45K Continental Skyrunning Emas | Sky .

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20 : TRá4iL Running

Mil atletas de 28 países disputaram a 1º edição Ushuaia by UTMB

primeira edição do Ushuaia by

UTMBº entra para a história do

trail running mundial no clima

hostil do Fim do Mundo. Disputada no

Ushuaia, cidade mais austral do

planeta, a prova reuniu quase 1000

corredores de 28 nacionalidades, que

enfrentaram as mais difíceis

condições climáticas, em meio a

chuvas, tempestades de neve e ventos

fortes, com baixas temperaturas e

muitos quilômetros de trilhas de neve.

A prova ofereceu quatro percursos: 35

Os campeões da maior distância

vieram do EUA. Jason Schlarb e Rory

Bosio foram o primeiro homem e a

primeira mulher a cruzar a linha de

ganho de elevação). Jason completou o

Jason Schlarb, um veterano da UTMB

International, que também venceu o

Oman by UTMBº, em dezembro de 2018

e foi carinhosamente apelidado de

Macgiver das Montanhas, destacou à

nossa reportagem o nível de

dificuldade da prova, com grande

variação de terrenos e o clima extremo,

mas também destacou a beleza do

percurso. "Ushuaia tem uma bela

paisagem com belas montanhas. Eu

realmente gostei de competir neste

lugar e, sem dúvida, estarei de volta

aqui".

A campeã Rory Bosio disse à nossa

reportagem que a prova a fez lembrar

sua infância, quando costumava passar

o dia nas montanhas e, no final das

contas, o objetivo era unicamente

sobreviver aquele dia. Ela também

confidenciou que não elabora uma

estratégia específica nas competições,

mas traça como objetivo sempre

chegar forte ao final. Rory concluiu sua

fala, destacando sobre a beleza do

lugar. "A Argentina tem lugares muito

bonitos e Ushuaia é um deles.

Eu queria vir correr aqui e eu

realmente gostei da corrida, apesar de

sua dificuldade. Agradeço aos

voluntários e organizadores pelo apoio

e respeito com que eles me trataram”,

concluiu a atleta estadunidense.

Na distância FMU também foi destaque

o argentino Gabriel Rueda, que cruzou

a linha em segundo lugar, com 15h57,

em uma distância até então inédita

para ele, confirmando seu grande

momento, com foco no mundial de trail

running, em Portugal. "Estou muito

entusiasmado por ter conseguido este

resultado numa corrida tão importante.

Nunca tinha corrido tanto e foi muito

exigente, mas a alegria que tenho é

imensa."

Em terceiro lugar ficou o equatoriano

Luis Gonzalo Calisto Álvarez, que fez

parte de um grande grupo de

corredores do país, com ótimos

resultados na prova. Entre eles,

Joaquin López, que foi o primeiro a

cruzar a linha de chegada dos 70 km

do circuito FBT, com o tempo de 7h10m.

Na categoria 130 Km feminina, da

Argentina, Paola Jorgelina Ozan ficou

em segundo lugar com um tempo de

21h13, seguido pelo compatriota

Graciela Madrussan (27h23).

Entre os concorrentes, destacou-se a

participação de Michel Poletti,

fundador e co-diretor da UTMBº, que

percorreu a distância de 130 km,

liderando em sua categoria. "Mais que

uma corrida, tentamos abraçar 0

desafio da natureza, a aventura de

descobrir um lugar incrível e

completamente diferente no Fim do

Mundo". A Revista Trail Running fez

uma entrevista muito legal com Poletti,

que pode ser visualizada na íntegra em

nosso perfil no Instagram e em nossa

página no Facebook.

Acima, o treinador Raphael Bonato, da

Go0n Outdoor, que disputou o Ushuaia

by UTMB na distância de 70km.

pi esquerda, os atletas GoOn Outdoor

Team, Wanderson Nascimento e Cláudia

Nogueira, que conquistaram o 2º lugar

geral nos 50km e 70km,

respectivamente.

Destaque também para mais uma

atleta brasileira, Michele Schneider,

que foi a 3º colocada geral nos 50km.

Brasileiros se destacam na edição do Ushuaia by UTMB

e acordo com o aplicativo Live

Info Trail, que foi disponibilizado

para acompanhamento dos

atletas em tempo real durante a prova,

ao todo tivemos 95 brasileiros inscritos

em todas as distâncias do Ushuaia by

Acostumado com o calor do Rio de

Janeiro, o brasileiro Chico Santos

disputou os 130 Km, em condições

climáticas extremas e opostas ao seu

habitual. "Quando a gente faz uma

prova muito difícil, a gente vai fazendo

outras e descobrindo que existem

outras mais difíceis. Agora posso dizer

que a Ushuaia by UTMBS, pelo clima e

terreno foi a mais difícil que eu fiz até

hoje. Para nós, brasileiros, é até

motivador estar num lugar como esse,

correndo uma prova com este clima,

numa situação muito diferente do

nosso dia a dia". Chico cruzou a linha

de chegada na 5º colocação geral,

fechando o pódio dos 130 Km, com o

Resultados por percurso:

Nos demais percursos, tivemos outros

três brasileiros em destaque no pódio

geral. Nos 70 Km, Cal Nogueira, atleta

Go0n Outdoor Team, foi a vice-campeã,

com o tempo de 10h25:07. "Eu fiz uma

prova progressiva e fiz aquilo que meu

corpo determinava, sem olhar o pace

em momento algum, só sentindo o meu

corpo. Adorei correr com frio e a prova

foi muito técnica, que é bem no meu

estilo".

No percurso de 50 Km, Wanderson

Nascimento, também da GoOn Outdoor

Team foi o vice-campeão, com o tempo

de 4h40:03. O atleta liderou a primeira

parte da prova e afirma que o clima

realmente foi extremo, tornando a

prova um verdadeiro teste de

sobrevivência. "Tanto na subida, como

na descida, foram vários "ventos

brancos", que passavam

tranquilamente de 70 Km/h, com

temperatura abaixo de -10ºC e

sensação térmica ainda mais baixa.

Com a nevasca, a única solução era

cobrir o rosto até a rajada de vento

passar e torcer para não sair voando",

destacou. Ainda nos 50Km, também

tivemos um destaque na categoria

feminina. Michele Schneider foi a 3º

colocada geral, com o tempo de

CHICO SANTOS

22 : TRAIL Running

Mais de 4 mil atletas celebraram a 10º edição da Patagônia Run

Patagônia Run Mountain

Hardwear celebrou sua décima . =

edição nos dias 12 e 13 de abril es o NIA RUN

de 2019, em San Martin de los Andes, gr 4 h pra uma os Loaiipes

Neuquén, com mais de 4 mil corredores

desafiaram o clima severo e

patagônico, em uma corrida de

montanha com uma das paisagens mais

impressionantes do mundo, aninhada

na mais bela Patagônia Argentina

Andina.

O campeão do Ultra Trail World Tour

2018, Pau Capell, ficou em primeiro

lugar na categoria 100 Mi (160 Km)

Columbia Montrail e competiu com os

melhores corredores de elite nacionais

e internacionais. O catalão conseguiu

baixar em uma hora e meia o recorde

anterior da corrida, dominando do

início ao fim da competição.

"Foi uma grande corrida, eu realmente

gostei, embora a fadiga fez com que os

últimos 30 Km fossem muito longos,

mas estou muito feliz com a prova que

fiz. Quero agradecer a toda a

organização, o seu tratamento, porque

eles me fizeram sentir-me em casa; a

minha equipe pelo trabalho realizado e

a todos os patrocinadores que tornam

possível para competir neste

percurso", destacou Capell.

Brasil no alto do pódio

o percurso de 110 Km, o grande

destaque é para o Brasil. Em

meio a corredoras de tantos

países, na categoria feminina, a atleta

Lúcia Magalhães, da equipe GoOn

Outdoor Team, foi soberana e

consagrou-se campeã, com o tempo de

16:47:54, abrindo uma vantagem de 1h20

sobre a segunda colocada, a argentina

Nelsa Maria Valenzuela. Em terceiro

lugar ficou Fátima Baltazar, que é

natural da Colômbia, mas vive no Brasil.

De acordo com Lúcia, a Patagônia Run

foi uma das viagens mais incríveis que

ela já teve em montanhas. "Estar entre

montanhas é uma oportunidade de sair

da realidade e mergulhar no mundo

místico e mágico da natureza. Uso o

treinamento para as provas para me

permitir entrar nessa 'onda' da maneira

mais segura e passar pelos

perrengues, típicos dos ambientes de

montanha, com a maior destreza

possível".

De acordo com Lúcia, a Patagônia Run

foi uma das viagens mais incríveis que

ela já teve em montanhas. "Estar entre

montanhas é uma oportunidade de sair

da realidade e mergulhar no mundo

místico e mágico da natureza. Uso 0

treinamento para as provas para me

permitir entrar nessa 'onda! da maneira

mais segura e passar pelos

perrengues, típicos dos ambientes de

montanha, com a maior destreza

possível.

Estreante nessa distância, Lúcia

explica que foi estratégica para vencer.

"Além de treinar muito e com foco total

nessa prova, resolvi largar de maneira

conservadora e, aos poucos, conforme

me sentia bem, fui

desenvolvendo melhor e com mais

segurança o meu ritmo. No decorrer da

prova, fui observando que muitas

pessoas que largaram com força

demais foram ficando nos PCs,

enquanto eu ficava cada vez mais com

vontade de evoluir".

A atleta afirma que prova foi uma

oportunidade para deslumbrar a

natureza e o próprio interior. "Um dos

momentos mais inesquecíveis para mim

foi o amanhecer, pois pude ver as

cores da patagônia e sua paisagem

exuberante, foi um momento entre mim

e Deus, de agradecimento total pela

vida, pela saúde, pela vida de minha

família, amigos e alunos. Na chegada,

em San Martín, lá estava o César, meu

parceiro de vida, me recebendo com

braços abertos e alegria para

comemorarmos nossa vitória”.

Sobre a experiência de disputar essa

competição, Lúcia recomenda e indica

para todos os corredores. "A Patagônia

Run possui distâncias para todos os

gostos e uma organização de alto nível

e atenciosa, além de uma paisagem

belíssima de pura montanha. No

entanto, aconselho que leve a sério o

treinamento, pois o terreno, técnico e

desafiador, irá tirar o atleta totalmente

de sua zona de conforto", concluiu.

Resultados por percurso:

Patagônia Run 10 anos - Uma grande festa do trail running

atleta brasileiro Valmir Lana Jr,

competiu na distância de 100 Mi,

e fez uma avaliação completa da

prova. Ele afirmou que a Patagônia Run

deu um show em todos os quesitos.

Confira:

Informação e recepção dos atletas: O

site da Patagonia Run é bem simples e

sugestivo, com informações claras e

diretas, não dá muita margem a

navegação boba, o menu funciona bem

e direciona o atleta para a informação

que precisa rapidamente.

São disponibilizados detalhadamente

todos os percursos, com os pontos de

corte, ganho de elevação entre os PAS,

o que haverá de comida e bebidas,

cronograma do evento bem elaborado e

direcionamento de todas as etapas

para credenciamento e para pegar seu

kit de prova. Tudo muito claro e

objetivo.

A organização disponibilizou um

aplicativo online, que fazia o passo-a-

passo para retirada do kit e guiava 0

atleta com mapa de onde ir no próximo

passo, até a recolhida de seu drop bag

após as provas. Realmente foi muito

funcional, única ressalva fica para o

acompanhamento online de atletas,

que, segundo depoimentos, não foi

muito atualizado, mas ajudou muito

durante todo o evento.

Os atletas tiveram uma recepção digna

de diretoria, todos os staffs

sorridentes e atenciosos o tempo todo;

muitas fotos, brindes e nos sentíamos

realmente bem recepcionados, sem

longas e demoradas filas. Por mais que

se formassem filas, sempre andavam

bem e não se perdia tempo em nenhum

momento. Respeito total com o atleta.

Foi organizada uma grande festa na

praça, com apresentação de

performistas dançarinos e a entrega

dos kits dos atletas de elite das 100

milhas foi feita na praça, com muita

festa. Para quem acompanhou pelas

redes sociais, pode ter parecido que

eles fizeram festa somente para a

estrela "Pau Capell", mas quem estava

lá pode ver que todos tiveram

tratamento especial.

Percurso e marcações: Participamos

das 100 milhas e pudemos perceber o

quão eficiente foi a sinalização durante

todo o trajeto. Fitas brancas com a

logo da prova nos mostravam o

caminho certo o tempo todo, fitas

amarelas era sinal de caminho errado,

evitando que passássemos direto em

uma bifurcação. Também foram

utilizadas placas indicativas de sentido

a seguir e não seguir, o que facilitava

e evitava qualquer tipo de informação

errada por conta de staffs.

25 : TR4iL Running

O percurso conseguiu fazer uma ótima

mescla entre "travado e técnico" com

rolado, tanto em single track, com em

estradas, quase totalmente sem asfalto.

Acreditamos que a "dureza" de uma

prova está muito mais no percurso,

ganho de elevação e clima, do que na

autossuficiência em si, pelo menos

esse é o perfil da Patagônia Run, um

evento que preza pela performance e

oferece todas as condições para se

preocupar somente com uma coisa: sua

corrida. Seja veloz ou não, você poderá

se concentrar na sua corrida e ainda

aproveitar alguns dos cenários mais

belos do globo terrestre.

Notamos que, mesmo durante os

primeiros quilômetros já haviam

marcações com refletivos. Caso alguém

passasse de noite, com sua lanterna

ele conseguiria ver o caminho sem

problemas. Por falar em marcação

noturna, mesmo com a lanterna "meia-

boca" você conseguiria seguir

tranquilamente o caminho, sem

problema algum. Tudo isso garantiu que

pudéssemos nos preocupar somente

com o percurso em si, olhar a

paisagem e 0 céu noturno, que estava

fazendo um espetáculo a parte.

Segurança e Pontos de Apoio: Durante

as 100 milhas encontrávamos todo o

tempo pessoas com suas fogueiras e

barracas em locais estratégicos da

prova, Isso nos passava bastante

segurança, pois a noite fria e com

ventos muito fortes foi um desafio bem

grande para muitos atletas e ver estas

pessoas ao longo do caminho nos

tranquilizava bastante. Se qualquer

coisa saísse do controle, sabíamos que

em breve teria alguém para ajudar.

Os PAS eram bem fartos, com todo tipo

de alimentação possível, até mesmo

alimentos sem glutém e para

vegetarianos e veganos. Tivemos

empanadas, sopas, café, Coca-cola,

água, doces, frutas, salgados, batata

chips, enfim, muita variedade e que

atendia a todos os tipos de pessoas.

Todos os staffs eram solícitos e

capacitados a nos ajudar;

recarregavam nossas mochilas e

garrafinhas, nos traziam comida e

bebida. Inclusive o número de staffs é

impressionante, muita gente

trabalhando para que todos fossem

bem acolhidos. A pequena distância

entre os PAS era um fator que nos

passava muita tranquilidade também,

pois podíamos correr mais leves e

comer menos durante as paradas. Nota

dez neste ponto.

Premiação: a premiação foi realizada

num ginásio bem grande e com muitos

lugares para as pessoas se sentarem.

Foi outra grande festa! Fizeram as

premiações sem muitas delongas; foram

bem objetivos e sem discursos de

encerramentos. Houve premiação em

dinheiro para os 5 primeiros das 100

milhas, tanto para o masculino, como

para O feminino.

Imprensa: Uma das marcas deste

evento foi o número de pessoas

trabalhando para imprensa de todos os

cantos do mundo. Quando conversamos

com o organizador, Mariano, ele nos

disse que não adianta trazer os

melhores do mundo, se não levarem

esta informação a todos os cantos,

então, se ele traz o Pau Capell, ele tem

que trazer a imprensa europeia para

que os europeus saibam que Pau está

na Argentina, competindo em um

evento do Circuito Mundial e, da

mesma forma com as outras imprensas

do mundo.

A ideia é disseminar a informação por

todos os cantos e fazer com que a

Patagônia Run seja conhecida

mundialmente. A certeza é de que hoje

o mundo conhece um grande evento,

que já era referência no Sul da

América.

Em suma: Um evento muito bem

pensado, planejado e realizado, que

tem o atleta como personagem

principal e tudo gira em torno de sua

satisfação; um verdadeiro show de

organização e planejamento

estratégico, resultado de 10 anos de

excelência em realização de eventos.

Se você quer uma prova que vai lhe

oferecer uma grande experiência, com

todos os ingredientes, já coloque no

seu calendário a Patagônia Run 2020,

pois promete ser mais um grande

evento aqui tão perto da gente, digna

de ser prova foco do semestre ou até

mesmo do ano.

Estaremos lá para acompanhar

novamente esta grande festa do trail

tunning mundial, que se mostrou uma

grande organização de eventos e não

somente de uma competição.

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por Wanderson Nascimento subs 4

nosso destino desta edição é a famosa

Serra da Canastra, um patrimônio natural

de Minas Gerais, que guarda outros famosos

patrimônios, como a nascente do Rio São Francisco

e, na área de gastronomia, o delicioso queijo, que

leva o mesmo nome da serra.

A região da canastra está no sudoeste de Minas

Gerais e, possui algumas das mais deslumbrantes e

peculiares paisagens do Brasil. Durante muito

tempo, esteve isolada as precárias estradas de terra

e só há poucos anos entrou nos roteiros de viagem

como lugar privilegiado para a prática de esportes

ao at livre, vivência ambiental e ecoturismo

A maior atração é o Parque Nacional da Serra da

Canastra, criado em 1972 para proteger as nascentes

do rio São Francisco. Dentro do Parque Nacional

estão alguns dos mais belos cartões postais do

Brasil, como a cachoeira Casca D'Anta, de quase 200

metros, a primeira grande queda do “Velho Chico”.

Com um relevo e vegetação peculiares, alternando

entre campos rupestres, cerrados e matas, a região

conquistou o coração de praticantes de esportes

outdoor, principalmente o trail running e o Moun-

tain Bike, despertando o interesse de organizações

de grandes provas, que contribuíram para aumen-

tar o fluxo de atletas-turistas para a região, que

também é habitat de espécies raras da fauna

brasileira, como o tamanduá-bandeira, o lobo-gua-

rá, O tatu-canastra e o pato mergulhão, que estão

ameaçados de extinção.

A região da Canastra está localizada no sudoeste de Minas

Gerais e possui uma grande área territorial. Nas duas

experiências que tive, disputando a Canastra Warriors Ultra

Ultra Trail Run, organizada pela WOS Brasil, fiquei hospedado

na cidade de São Roque de Minas, que fica bem perto da

portaria principal do parque, a cerca de 8 Km. A cidade

dispõe de muitas opções de hospedagem, a preços

variados, que vão desde hotéis e pousadas urbanas e

rurais, até chalés, camping, hostel e casas de aluguel,

que podem ser facilmente locadas pelos sites de

viagem e cuja divulgação está concentrada no site

oficial da Serra da Canastra >>> https://www.serrada-

canastra.com.br <<<, o que facilita bastante a vida dos

turistas.

As experiências que tive em São Roque de Minas foram

excelentes. Uma cidade receptiva e acolhedora. A

economia do município gira em torno da produção do

Queijo Canastra, tendo na produção de café a segunda

atividade de maior expressão. Quer combinação mais

perfeita do que um cafezinho com queijo Canastra?

Então, em São Roque de Minas você tem oportunidade

de desfrutar das duas iguarias gastronômicas locais.

A mesma dica serve para os corredores. Quando forem

correr alguma prova na Serra da Canastra, é bom estar

preparado para enfrentar terrenos variados, com

estradões de terra batida; trilhas bem técnicas, com

cascalho e pedregulhos; lama; travessia de riachos e

córregos e até pequenas escaladas em rochas. Então, a

tração é importante não só nos veículos, mas também

nos pés dos corredores.

“A WOS - Warriors Outdoor Sports foi a pioneira

“emvrealizar provas de corrida de montanha no

coração da Serra da Canastra desde o ano de 2015.

Durante esse tempo, o evento e organização

cresceram, vindo a se tornar Ultra Trail Run em

2019 com reconhecimento internacional (tra). És Ep

Em 2017 também foicriada à Maratona Internacional .

“em local inédito com ligação entre as cidades de

* “Tapira a São João Batista da Serra da Canastra:

(portaria 2 do parque nacional). dad

Além dos eventos para os amantes da corrida a pé

a WOS realiza a Ultra Maratona de Mountain Bike.

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BRAZIL

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Continental Skyrunning Champs

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Ultramaratona dos Perdidos

| Quando correr uma

uando descobrimos o mundo

Ultra Trail ficamos loucos

pensando em correr uma prova

mas quando ouvimos falar de UTMB,

nove em cada 10 pessoas sonham

em participar deste evento que é o maior

e mais famoso do mundo, afinal, quem não

quer ser parte viva de um momento deste?

Mas quando isso será possível é a pergunta

que vai perdurar.

Alguns pontos precisam ser observados,

uns são mais simples outros exigem mais,

o certo é que o investimento financeiro

não será nada baixo, vamos ver o que você

precisa para chegar no nível para alinhar

numa prova de 100 milhas de montanha:

Em meus anos de Trail Running competi muitos

tipos de provas, muitas de 50km, de 80km e

outras acima de 100km, sempre me guiei pelo

prazer em correr, me desafiar, me preparar

adequadamente e completar a prova com

qualidade.

O que mais aprendi é que para completar uma

prova de 100 milhas você precisa respeitar a

distância, não é como correr 120km, você

realmente tem que tirar o pé, se economizar,

porque quando você estiver lá no km 120, se

não tiver mais força, energia ou raça, ainda

irão faltar 40km, para a linha de chegada.

E como saber se está preparado, se chegou a

hora de competir em uma prova de 100 milhas?

Olhe para atrás e veja seu histórico, veja sua

última prova acima de 100km na montanha e

veja se você chegou bem, se sim, você está

pronto para se preparar para as 100 milhas,

mas isso não quer dizer que vai chegar na

largada 100% pronto, mas somente vivendo a

experiência poderá saber se estava na hora ou

não.

Não há outro caminho a não ser vivendo todo o

processo, correr provas menores e com a soma

das experiências chegar nas 100 milhas.

Eu já alinhei em minha primeira 100 milhas, mas

não cruzei a linha de chegada, mas sei que hoje

estou pronto e sei o que fazer para cruzar pela

primeira vez a linha de chegada de uma prova

de 100 milhas COM DIGNIDADE.

Vamos comigo?

Quando as pessoas compreenderem que o mundo não é

para ser disputado palmo a palmo, mas sim compartilhado,

e deixarem de lado o desejo de ser o “centro das atenções”, satomon

talvez entendam que a humildade é privilégio dos grandes,

e apenas os medíocres não sabem disso. TRN

Mo ecIPALA

TRAS. VING

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. . MEMBER

Aprendendo a respeitar as pessoas, as plantas e os bichos

como obra da mesma natureza que o fez,

o indivíduo cresce espiritualmente e melhora tanto como pessoa, E a

que não lhe sobra tempo para criticar outras pessoas. GorananE

Caminhar ao lado de um amigo, sorrir inúmeras vezes por dia,

falar sempre de coisas boas, procurar conhecer o lado bom

das pessoas e esquecer os erros do passado.

Cair, mas levantar-se sempre, sorrir, mesmo diante de uma negativa,

irritar-se em certas horas, mas procurar reverter isso imediatamente.

Repudiar a inveja e a ingratidão são atitudes que tornam nossa vida melhor,

porém são extremamente difíceis de seguir. É uma questão

de aprendizado e não acontece de forma repentina.

Mas... vale a pena tentar.

Não faça apenas a felicidade do outro, mas seja verdadeiramente feliz.

Sua vida não se transforma num eterno problema,

cada vez mais pesado, sempre acrescido de desgraças vividas.

Ela se torna uma caminhada tranquila, inesquecível, gratificante e feliz.

- AUTOR DESCONHECIDO

aVO

bd)

- TION

www.sejaevolution.com sejaevolution MUITO ALEM DA CORRIDA, UM ESTILO DE VIDA. E dl, E,

Misto, indicado para provas longas que

tenham gtande variação de terrenos, desde estradão e

asfalto, até terrenos mais técnicos.

Distâncias: Indicado para provas que exigirão muitas horas

de corrida, pois seu conforto e estabilidade garantem

qualidade durante todo o tempo que estiver com ele nos

pés.

Impressões: Um tênis que, ao colocar no pé, sentimos o

conforto de um tênis feito para você correr muitas horas,

sem se preocupar com seus pés. À entressola e a redução

do drop ajudaram muito na absorção do impacto e seu

cabedal mais espaçoso deixa seus dedos com movimentos

mais livres dentro do tênis, proporcionando mais

comodidade em sua corrida.

O solado foi estrategicamente pensado para ser funcional

em todos os tipos de terreno. A corrida flui em estradões,

trilhas, percursos molhados e também é suave quando se

corre no asfalto.

Nosso atleta e repórter, Wanderson Nascimento, disputou 0

Ushuaia by UTMB usando o Caldorado Ill e conta sua

experiência com o calçado na prova, que foi marcada por

terrenos bem técnicos, com muita lama e neve.

E RAE |

ULTRA TRAIL RUN

PROVAS DE 30K E 90K

Maurício Pamplona convidou Márcio Maciel para juntos

organizarem uma prova em Gaspar/SC, mas eles

precisavam de mais gente para a tarefa e depois de

algumas tentativas, encontraram Débora Wanderck e

Maicon Cellarius, um casal apaixonado pelo trail e loucos

por um novo desao.

Que tal a ideia de estar do outro lado e montar um

evento que fosse exatamente aquilo que a gente espera

de uma prova de Trail Running? - Estamos Dentro!

Surge a UT Rota das Águas, em março de 2016, com o

objetivo de alcançar 200 participantes e com a grata

surpresa: 460 atletas na prova.

A UT Rota das Águas passa logo a ser UT Eventos e as

provas de trilha se tornam a vida dessas pessoas, como

atletas e organizadores... Surge em SC, no Vale Europeu,

um circuito de provas com distâncias entre 5 e 50km,

com níveis de diculdade variados e os mais diversos

visuais.

ULTRAMJTRAIL

UTEVENTOS.COM.BR

PATROCÍNIO

BESC TAIT

muito maior que uma corrida, que fosse uma imersão no

Trail, uma experiência de vida para todos que vivessem

a ODISSEIA.

Três dias, dois acampamentos, uma região intocada,

montanhas, campos e cânions. Atletas, stas e

organização viram uma família durante cerca de 72

horas. E essa família viveu em 2018 a 1º Odisseia Ultra

Trail Run, tão intensa que foi gravada na memória de

todos e também na pele de duas atletas.

A Odisseia não foi criada para que fosse uma corrida,

não foi feita para distribuir troféus, não surgiu para ser

mais um evento esportivo. A Odisseia nasceu para que

pessoas pudessem renascer, viver experiências

transformadoras, carem mais fortes, mais conectadas.

A Odisseia Ultra Trail Run quer transformar pessoas mais

uma vez, em 2019, nos dias 12 a 15 de setembro, na

cidade de Urubici, a capital catarinense dos esportes na

natureza!

Você está pronto para viver esse momento?

Mais um passo! Se passaram 3 anos e a UT se viu Nós estamos preparados para proporcioná-lo!

preparada para um novo desao. Um evento que fosse

urante a realização de um exercício, seja ele qual for, há uma

imposição de cargas ao corpo. Na musculação aparecem na

forma do número de repetições ou séries, quantidade de

quilos (KG) levantados ou empurrados, ou até número de

exercícios para o mesmo grupo muscular no treino etc. Em exercícios

aeróbios cíclicos com a corrida, o ciclismo e a natação, essa mesma

carga de treino vem na forma de quilômetros (km) percorridos, tempo

gasto na sessão ou na velocidade do movimento. Todos estes citados

acima, seja no treino de força ou nos aeróbios, são chamados de carga

externa de treinamento e podem ser facilmente acompanhamos pelo

atleta e seu treinador. No treino de força basta contar as repetições

ou séries ou verificar se o “peso” em cada aparelho está maior ou

menor. Nos aeróbios há geralmente relógios GPS (ciclismo e corrida)

e na natação cronômetros que marcam o tempo total do treino e o

tempo a cada distância alvo.

Independente da modalidade em questão, a carga externa

impõe ao organismo estresses geralmente fisiológicos,

bioquímicos e psicológicos, qual seu valor depende da

quantidade e qualidade dessa carga externa. A resposta

corporal ao estresse da carga externa é chamada de

carga interna, qual será o foco deste texto.

Na corrida de asfalto o controle da carga externa geral-

mente é realizado pelo pace (ritmo a cada km) enquanto a

carga interna é monitorada pelo uso da frequência

cardíaca (FC). Entretanto, diferentemente da corrida de

asfalto (qual possui enorme facilidade no controle das

cargas: pace e FC “estáveis”), no trail running devido a

alternância da velocidade principalmente via variações de

altimetria e terreno, nem o pace e nem a FC tornam-se

bons controladores do esforço.

No trail running, o conhecimento e a utilização da

percepção subjetiva de esforço (marcador psicológico da

carga interna de esforço), talvez seja a melhor maneira

dos atletas controlarem o pace, principalmente nas

etapas planas e durante uma subida longa ou íngreme.

A figura 1 ilustra como deveria ser utilizada a PSE numa

competição aleatória. O pace inicial na prova, geralmente

da largada até o km 2 é executado baseado no conheci-

mento prévio que o atleta possui dele mesmo (nível de

treinamento em que se encontra) e das questões ambien-

tais como temperatura, piso e altimetria e do conhecimen-

to técnico do percurso. Questões emocionais geralmente

influenciam esta hora (adversários, motivação), mas não

deveriam, uma vez que não se sustentam do ponto de

vista fisiológico (podem colocar o atleta a correr mais

rápido que deve). No resumo, independente de quem

esteja lá, corra com as suas pernas e cocado em você.

Após esta parte inicial, o corpo se ajusta a essa nova

necessidade (correr) e diversas partes do corpo (múscu-

los, articulações, respiração, pele) enviam informações ao

cérebro para informarem como está o esforço. E com isso

o cérebro cria uma PSE que por ainda estarmos no início

da prova, deveria ser moderada.

Entretanto, a partir da metade da prova até mais ou

menos % dela (km 25 a 37 de uma prova de 50km) nós

deveríamos utilizar uma informação que é chamado de

ESCORE DE PERIGO (EP), qual consiste em mentalmente

dividir os km que faltam até a chegada pela distância

total da prova e multiplicar pela PSE [EP = (km faltam /

Km total)* PSEJ. Valores baixos indicam que a chance de

quebra é pequena e chegou o momento de acelerar.

Valores altos da EP indicam que se acelerar vai quebrar.

Vale lembrar que essa conta só pode ser realizada entre

50 e 75% da distância da prova já realizada. Resumida-

mente pelo EP poderemos responder à pergunta mais

importante da prova. Nestes km em que me encontro,

como eu estou e como eu deveria estar? Ou de uma

forma mais simples, faltando os km que faltam até a

chegada, eu devo aumentar minha velocidade, mantê-la,

ou diminuí-la para evitar a quebra?

TRAIL Running * 40

Todo este texto pode gerar algumas perguntas, talvez as

duas mais relevantes sejam estas: (1) Por que é tão

importante assim controlar o ritmo? e (2) Como nos

guiamos pela PSE?

Resposta (1) Porque é por meio do controle de ritmo que

distribuímos o uso da nossa energia da forma mais

eficiente para realizar o desempenho da melhor maneira

possível.

Resposta (2) Apesar de diversas partes do corpo envia-

rem informações ao cérebro, a mais sensível para

utilizarmos durante o exercício para se controlar o

esforço é a taxa de respiração. Respirações ofegantes

demais indicam perigo ou ritmo forte, enquanto respira-

ções extremamente silenciosas e controladas indicam

suavidade no ritmo (pace fraco). Sabemos que o pace no

ultra endurance é controlado pelo ritmo da respiração,

cabe a você atleta aprender a seguinte questão. Quanto

tempo eu aguento sentindo o esforço respiratório que

sinto. Vale lembrar que apesar de todos atletas geral-

mente dizerem que cansaram por falta de cardio, NóS

NÃO SENTIMOS A NOSSA FC.

Desempenho no Trail Running:

O Ritmo Ideal dos Campeões.

A +Ritmo

= Ritmo

Estado Psico

Tática: Ritmo

x escolhido

Ambiente

Forma Técnico

Atual

Na Reprogramação

4ºRitmo

Situação de

a Drova

Sensação

Sensação de

Esforço de Esforço

Momentânea Esperada

Escore de

Perigo

Alteração

da PSE

Km Faltam

Km Prova

De Agostini, 2019.

A RAINHA DAS ULIRAS

VARIASEMOPDABIPDADES

ERTRA

SRS

RMT

ESCOLH ESCOLHI EUA SUA ?

Corna o INSCREVA-SE

És | In

TRAMRUNNING

2019 8 LAOS MEMBER

ASSOCIATION

Acesse: www.ultrarunnereventos.net

Um desafio insano no Espírito Santo

marcaram mais uma edição de

uma das provas mais duras,

sendo a mais dura do Brasil. A Insanity

Mountain Mestre Álvaro, que integra a

Skyrunnerº National Series Brazil,

reuniu atletas de alto nível para

escalar 0 famoso Mestre Álvaro,

considerado uma das maiores

elevações litorâneas da costa

brasileira, com 833 metros de altitude,

localizado no município de Serra,

Espírito Santo.

De acordo com Ryan Rangel, um dos

organizadores da competição, 0

Mestre Álvaro possui características

únicas. Além de apresentar essa

elevação, abriga uma das últimas

áreas de Mata Atlântica de altitude

do Espírito Santo e uma boa parte da

área está, atualmente, coberta por

pastagens, e a vegetação nativa,

ainda que alterada, está restrita as

áreas pouco acessíveis. "O difícil

acesso é mais complexo ainda, porque

não existe estrada, não são permitidas

motos e outros veículos e, mesmo a pé

eJou com tração animal, quando chove,

existem pontos impraticáveis, ou seja,

a logística é altamente complicada e

exige sempre muito estudo e

planejamento da organização”,

destaca.

Apaixonado pela montanha, o diretor

técnico da prova, Emílio Sant'Ana,

reforça o Mestre Álvaro como uma

preciosidade, um verdadeiro patrimônio

natural. "É um dos símbolos

paisagísticos da Grande Vitória, tanto

que o novo aeroporto ganhou uma

janela/moldura com a montanha em

destaque. Dar a conhecer que existe

vida, pesquisa, preservação, turismo e,

pasmem, esporte naquele ícone é um

ganho enorme no conjunto do

patrimônio cultural capixaba”.

Com sua larga vivência e experiência

com as montanhas, Emílio destaca 0

potencial que elas oferecem para

diversas atividades. "No Brasil, temos

pouca cultura de montanha, focamos

mais nas praias. Utilizar nossas

montanhas como palcos esportivos

ajuda a chamar a atenção para um

estilo de vida alternativo, despojado,

orgânico em relação às nossas origens,

que, por vezes, se combina com a

noção esportiva que já adquirimos,

uma noção urbana. Também há a

questão específica das nossas trilhas,

que são patrimônios históricos e

culturais, que precisam ser encaradas

como supra-propriedades e precisam

ser preservadas. Tudo isso torna-se

assunto de discussão e

conscientização quando eventos são

realizados nas nossas montanhas",

conclui.

por Wanderson Nascimento

O Mestre Álvaro e o Skyrunning

yan Rangel explica que, quando a

Insanity nasceu, era unanimidade

a busca por fazer uma prova com

padrões internacionais, tanto na

qualidade, como na exigência técnica.

"A vontade nasceu participando dos

grandes eventos outdoor de corrida de

aventura, e as diversas provas trail

nacionais e algumas internacionais.

Assim criamos o plano de

negócio e nele já tínhamos mapeado o

estado do Espírito Santo de norte a

sul, pois trabalhamos com esportes de

aventura durante 13 anos", Dessa

forma, a Insanity chegou como vitrine

para as montanhas do Espírito Santo,

saindo do eixo Rio - São Paulo - Minas,

que reúne grande parte das provas

mais famosas do país. "Nosso estado é

contemplado com diversos locais

propícios para as práticas esportivas

outdoor. Podemos ir do mar a

montanha em menos de 40 min e temos

uma geografia privilegiada", explica.

Além da localização privilegiada, dentro

da grande Vitória, o Mestre Álvaro tem

todas as características que permitem

proporcionar uma verdadeira

experiência de Skyrunning. "É um

espetáculo à parte, pois se encaixa

mais do que perfeitamente nas regras

oficiais do ISF Brazil, com uma

altimetria acumulada de 3000m + em

30 Km, possui escaladas verticais

dentro das regras, grande variação de

tipos de terrenos, várias nascentes,

três ascensões ininterruptas

superiores a 600m, Poucos trechos de

muita fluidez, e um terreno técnico

também com trechos travados de

raízes, pedras e lama, tanto subindo,

como descendo; 99% do percurso é

composto por single tracks. É uma

verdadeira joia SkyMarathonº

nacional", explica Rangel.

Como diretor técnico da prova, Emílio

Sant'Ana reforça essas características

e a importância da Insanity para o

cenário da modalidade no país. "O

Skyrunning se caracteriza por provas

genuinamente de montanha e que

realizem ascensões rápidas aos cumes.

Nesse sentido, a Insanity Mountain vem

compor e fortalecer um cenário

crescente de provas Skyrunning.

Ressaltar essas características

valoriza a montanha a sua vivência e

preservação, que são uma carência

nacional. Ao mesmo tempo,

desenvolvemos um esporte duro, que

valoriza as qualidades atléticas e a

saúde plena. Importante também

registrar no cenário nacional a

existência da regido de montanhas

capixabas como oportunidade de

esporte, lazer e turismo", explica.

Para Emílio, a Insanity colabora no

cenário do Skyrunning nacional,

adicionando mais um centro esportivo

nesse ainda restrito mapa e reforçando

o conceito de competição com a

fórmula "desempenho + predominância

de trilhas + cumes", que é inovadora

(apesar de consagrada no exterior) e

pode se tornar uma nova expressão de

destaque esportivo nacional.

Desafios da Organização --------

Uma prova tão dura, com aspectos tão

peculiares, exige grande "jogo de

cintura" da organização, para atender

as demandas dos atletas em relação ao

que é necessário para se disputar uma

prova com segurança. Ryan Rangel

explica que, para ter tranquilidade na

hora que é dada a largada e ter a

certeza de que a "engrenagem vá girar

certinha", é preciso planejar

exaustivamente e, mesmo sem vastos

recursos

financeiros, contar com um exército de

voluntários e contratados, elaborando-

se um verdadeiro plano de guerra para

a prova.

"No Mestre Álvaro, o acesso por

qualquer lado é complexo e exige

muito preparo físico. Para isso, temos

a máxima que segurança começa com

os staffs. Staff seguro = atleta seguro.

Todos os staffs são treinados e sabem

onde estão, o que deverão fazer; já

simulamos resgate com helicóptero e

com a maca e contratamos bombeiros

civis treinados em situações de

emergência. Não abrimos mão dos

equipamentos de segurança dos

atletas, elaboramos um Racebook

43 4 TRAIL Running

com detalhes do percurso e

entregamos o arquivo de tracklog para

o atleta, seguimos à risca os horários

de cortes, simulamos todas as

distâncias, simulamos cortes de

trechos de percursos, montamos

alguns acampamentos em pontos

estratégicos que os staffs pernoitam,

instalamos antenas de transmissão

para rádios, fazemos cursos e

treinamentos de primeiros socorros

com os staffs, damos ciência ao corpo

de bombeiros, fazemos seguros de

todos atletas e staffs, contamos com

ambulâncias bem equipadas, inclusive

com vacinas para picada de animais

peçonhentos e conhecemos cada canto

da montanha, dentre muitos outros

detalhes", explica.

Rangel destaca que o interesse maior

é na evolução do esporte. "Buscamos

fazer provas de qualidade e de um

nível técnico elevado; temos viés de

assumir riscos, mas que certamente

irão contribuir para os brasileiros

competirem de igual para igual",

conclui. Com essa fórmula, a Insanity

Mountain Mestre Álvaro 2019 reuniu

grandes nomes do país. Nessa edição,

o recorde do percurso mais longo foi

estraçalhado pelo atleta Chico Santos,

com o tempo de 05:03:21. No feminino, a

campeã foi Lorena Villas, com 07:16:56.

Masculino

2- Weliton Carius - 05h24m53s

3- Orlando Magnago da Silva -

4- Cesar Henrique Picinin -

5- Matheus Rosa dos Nascimento

Feminino

3- Mariana Monica da Silva -

4 Rosângela Barbosa Amaral

5- Nadjala de O. Richard João -

Confira os resultados

Masculino

1- Gustavo Bernado Ferreira -

2- Vanderley da Conceição

3- Guilherme Paulino Scarton -

5- Rodrigo Coutinho Silveira -

Feminino

1- Nubia Oliveira - 03h04mlos

2- Roberta Viana Barina -

3- Tatian de Paula Pinto -

4- Renata Pereira do Carmo -

5- Aleksandra Karolczak -

Masculino

1- Deivid dos Santos de Souza -

2- Luciano Cuzanski - 01h33m26s

3- Ramon Guarezi da Luz -

4- Rodrigo Ramalhete de Araujo -

5- Cassiano Godinho - 01lh51m40s

Feminino

1- Leide Laura P. da Silva -

2- Emanuela Sousa Oliveira -

3- Michele Sossai Spadeto -

4- Dryelle de Souza Santos -

5- Liliane Fonseca - 02h05m49s

Se você deseja disputar alguma prova do calendário Skyrunner National Series Brazil, Confira as etapas que ainda estão por vir, em

cada categoria. Abaixo, o calendário completo 2015:

SKYRACEº ULTRA SKYMARATHON €

Mínimo de 20km e 1.300 de ascensão vertical Percurso entre 50 Km e 99 Km, com mais de 3.200m de

16/02 « Araçatuba SkyRaceº 22K +1.420m ascensão vertical

13/07 - Perdidos SkyRaceº 25K +1.440m 12/07 « Ultramaratona dos Perdidos SkyMarathonº 100K

SKYMARATHONº 17/08 «- La Mision Brasil 80K +5.160m

Mínimo de 30 Km e o campeão deve completar abaixo de 5

horas. Mínimo de 2.000m de ascensão vertical ou alcance

4.000m de altitude

CRÔNICAS DO BONA

“A LUTA PELO

RECONHECIMENTO”

por Raphael Bonatto

do é de hoje que conhecemos a

luta de milhares de atletas

brasileiros por um lugar ao sol

no país do futebol. Mesmo neste

esporte, o mais reconhecido e

praticado no planeta, é a minoria

absoluta que consegue alcançar o

sucesso financeiro. Logicamente que

nosso país tem muitas prioridades, mas

não posso deixar de citar a

importância do esporte no contexto

social e econômico, afastando nossas

crianças das ruas e seus perigos e

através de sua prática, reduzindo de

forma significativa os custos com

saúde pública. Não à toa países de

primeiro mundo investem em

academias gratuitas para a população.

Como treinador e amigo pessoal de

alguns dos atletas da seleção

brasileira juvenil e adulta de Trail

Running, vivo diariamente as angústias

que estes passam por um mínimo

apoio, seja de alguma marca com

equipamentos básicos (tênis, mochilas,

calções, meias, etc.), parcerias com

fisioterapeutas, academias,

nutricionistas e quem sabe algum

auxílio financeiro.

Sou empresário e auxilio não somente

com meu conhecimento profissional.

Quando posso, faço pequenas doações

em dinheiro para que consigam viajar

para as competições e representar

nosso país com dignidade. A maioria

tem origem humilde e não consegue

angariar recursos sozinhos. A diferença

está que NÃO QUERO RETORNO DE

MÍDIA, quero AJUDAR porque reconheço

a dedicação destes atletas e acredito

muito em seu potencial. Minha ideia é

que tenham pelo menos um pouco de

conforto ao chegar no local da

competição, consigam comer bem,

descansar, se concentrar, enfim, sejam

felizes no caminho.

Chego a ter vergonha de grandes

marcas que não prestam a mínima

atenção nestas pessoas. Sim, digo

pessoas, porque não são produtos.

Querem vender produtos? Patrocinem

(como já fazem), blogueiros que aparecem

como verdadeiros heróis e nunca

ganharam nada. Respeitem os atletas de

alto rendimento, estamos falando de menos

de 1% da população mundial.

Desculpem o desabafo, mas como a coluna

é minha escrevo a MINHA opinião e

respeito quem pensa diferente, porém é

duro ter que conviver com esta situação.

Se minhas

empresas do tamanho que são, com um

faturamento extremamente baixo em

relação as grandes marcas consegue

auxiliar, não é possível que eles não

consigam.

Penso nisso todos os

dias...desculpem o desabafo.

Raphael Bonatto

RAPHAEL BONATTO é formado em Educação Física pela UFPR,

pós-graduado em Gestão por Processos e Especialista em

Fistologia do Exercício.

Empresário do ramo esportivo, é proprietário de academias na

cidade de Curitiba (PR), da Go On Outdoor. Ultramaratonista

de reconhecimento internacional, tem participações na BR

135, Badwater, Comrades, entre outros desafios

NÃO

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