Revista Trail Running
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Mundial Experiência

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Em meio às incertezas sobre as No feminino, dobradinha francesa: Os dois atletas mais experientes mudanças após a homologação Adeline Roche (5h00min47) e da delegação, o pernambucano do trail running como modalidade Amandine Ferrato (5h00min47) José Virgino de Morais e o carioca pela Confederação Brasileira de foram as primeiras colocadas e a Iazaldir Feitosa, veem a disputa Atletismo, nove atletas brasileiros italiana Silvia Rampazzo (5h11min07) do Mundial como a realização de viajaram à Itália para disputar o completou o pódio na terceira um objetivo na carreira. “Estar Mundial da categoria. A prova colocação. Com esses tempos, no mundial era algo que já de 50 km foi realizada na cidade as três terminaram no top-50 da pleiteava desde o meu ingresso de Badia Prataglia, na região classificação geral – que inclui no trail e demorar um pouco da Toscana, e contou com 291 homens e mulheres. só deixou a experiência ainda corredores de 37 países. melhor. Corri lá, vivi tudo aquilo A melhor brasileira foi a goiana Lara e não teve frustração, era como O campeão foi o espanhol Alberto Martins, que ficou em 68º entre as eu imaginava. Uma experiência Hernando, com 4h23min31, 101 atletas que cruzaram a linha de incrível”, ressalta Virginio.

seguido de perto pelo compatriota chegada. Corredora vitoriosa em Cristofer Clemente (4h24min31) circuitos nacionais e experiente em Já Iaza acredita que a experiência e pelo francês Cedirc Fleureton corridas fora do país, Lara disputou será importante para transmitir (4h28min37). o Mundial com dores no joelho. esse conhecimento a outras pessoas: “representar o país num O brasileiro melhor colocado “Cheguei para o Mundial com uma campeonato mundial é algo que foi o paulista Célio Augusto, dor na lateral externa do joelho vai muito além de uma conquista que completou o percurso em direito. Tracei a minha estratégia pessoal, eu vejo como uma 5h10min06, na 43ª colocação entre de prova, após estudar muito grandeza, como a conquista de os 139 homens que terminaram a o percurso. No entanto, após a um objetivo. É uma coisa que prova. Segundo ele, o Mundial foi primeira grande descida meu joelho eu vou levar para sempre e vou importante para ter contato com começou a doer muito. Administrei poder compartilhar com meus atletas de outros países. bem os outros 40k, segurando um alunos, meus amigos e familiares.

pouco o ritmo nas descidas e sendo É uma experiência muito grande, “Foi uma satisfação representar incapaz de desenvolver bom ritmo muito boa mesmo”. o Brasil. Estávamos correndo por no plano, o que me fez perder um equipe, mas ter sido o primeiro pouco de tempo”, afirma a atleta Arquivo Pessoal brasileiro foi motivo de muita que tem um 14º lugar no OCC do Celinho foi alegria. Foi legal porque deu UTMB na carreira. nosso melhor para ver em qual nível estamos e atleta que os europeus estão bem mais Na disputa por seleções, o Brasil avançados do que a gente. Mas terminou em 10º no masculino, eu acredito que com bastante entre 24 equipes, e 15º no feminino, treino e dedicação dá para chegar entre 21 times. Entre os homens, ainda mais perto”, afirma o atleta o ranking dos países ficou com: que venceu El Cruce de los Andes Espanha, França e Estados Unidos no início do ano. nas primeiras colocações e entre as mulheres: França, Itália e Espanha.

Roberto De Pellegrin Momentos de concentração antes da largada Revista_TRC_5aEd_AF_1.indd 27 03/10/2017 22:39:08 Valter Segnan