Revista Trail Running
← Edição 07

Outras Modalidades E Até Aeróbica

4 min de leitura

TERRA DE COMPETIÇÃO EU FIZ, CONTA CYNTIA. MANOBRAS RADICAIS, VELOCIDADE, SALTOS... PARECIA UMA PRÉVIA DO QUE ESTAVA POR VIR. Foi assim até os 18 anos, a treinar melhor nos fins de que as 10 primeiras deveriam quando entrou para a faculdade semana em que estivesse sem fazer o antidoping. Então eu de Educação Física e passou os filhos. Na Volta à Ilha fiz perguntei em que colocação eu a fazer algumas corridas de o trecho do morro maldito havia chegado e ela disse que rua em Campinas. Formou-se e o Décio viu que eu tinha em sétimo. Comecei a chorar.

em Educação Física, casou-se, facilidade. E eu gostei daquilo. Chorava muito sem acreditar. tornou-se mãe e começou a Na sequência ele me convidou Todo mundo me olhando. trabalhar com corrida numa para fazer dupla com ele no El Lembro daquela prova academia, onde formava grupos Cruce. Fui a primeira mulher a inteira”, revela a corredora.

de corrida com mulheres que chegar e como dupla ficamos queriam emagrecer. Aproveitava em segundo lugar. Ali eu senti Para Cyntia, ir ao Mundial da e dava suas corridinhas, mas que podia e devia levar o trail Espanha é como realizar um nada sério. run mais a sério”. sonho de criança, quando imaginava ir às Olimpíadas. É A primeira experiência no trail Cyntia foi uma das primeiras a responsabilidade de correr running foi numa prova do mulheres a fazer provas de representando o Brasil junto com Círculo Militar, com os alunos montanha no Brasil. Uma das a curtição de correr uma prova da escola de cadetes. No primeiras a ir ao El Cruce, ao com alguns dos melhores atletas meio do mato, na lama e com UTMB. Diz que não via o esporte do mundo. É essa a essência de muita chuva, Cyntia lembra da como competição, queria corredora de Cyntia. O que a facilidade que teve de se manter se divertir, mas como tinha levou a mais um Mundial.

de pé em todo o percurso. Foi a facilidade nas trilhas, sempre primeira mulher a chegar e junto chegava entre as primeiras. Há “Como sempre sonhei com com os primeiros do masculino. cerca de 10 anos decidiu encarar olimpíada, foi muito triste com mais responsabilidade. ir ao Mundial em 2016 e não “Me divertiu muito. Havia uma conseguir correr. Mas eu descida absurda e todo mundo “Perdi a conta de quantas coloquei na minha cabeça escorregava e caía. O pessoal vezes passei o dia inteiro que eu ia novamente. Queria do exército correndo de bota. trabalhando e para fim do dia muito. Corri com muita garra.

E para mim foi uma facilidade receber um convite para correr O que eu quero é fazer o meu imensa, mesmo sem estar com no dia seguinte. Hoje, se não melhor e me divertir. Não pode tênis adequado não caí em for para ir bem preparada, ser só por obrigação. Tem de momento algum. Terminei a prefiro não ir”, diz Cyntia. trazer uma diversão. Fazer prova cheia de lama e muito”, bolo e vender bolo me dá revela Cyntia, lembrando que Uma das primeiras histórias que prazer. Por que gosto de doce.

sempre se divertiu muito com a Cyntia correu fora do Brasil foi Dar aula de personal para corrida, e que embora os treinos o CCC do UTMB. Naquela época alunas de corrida me dá prazer e a alimentação não fossem somente duas outras brasileiras por que amo correr. Sinto ideais, sempre chegou entre haviam se aventurado por lá. E esta energia. Isso me motiva.

entra as primeiras. Sempre já foi logo rendendo uma boa Mundial tem de ser prazeroso. esteve no pódio, mesmo nas história. Cyntia completou a Se eu treino pesado? Sim! Mas provas de asfalto. Chegou a ser prova feliz. Mais uma vez tinha com prazer. Se não for assim campeão da Meia Internacional se divertido durante a prova. para mim não faz sentido!”, do Rio em sua faixa etária. completa Cyntia.

“Aquilo era um sonho para Mas a montanha e o trail os brasileiros. Para quem running entraram para ficar vai a primeira vez é como na correria que é o dia-a-dia um soco na cara tamanha é de Cyntia em um momento a organização. Achei todo o complicado de sua vida. No percurso meio surreal. Parei primeiro fim de semana sem os em todos os PCs, comi o que filhos, após a separação, sem podia comer. Aproveitei tudo o saber muito bem o que fazer, que pude na prova. Completei ela foi correr no Taquaral, em a prova de madrugada e na Campinas. Lá deu de cara com chegada me disseram que Décio Ribeiro, que havia sido eu tinha que fazer o exame seu colega de faculdade. O antidoping. Eu logo pensei resultado deste encontro rendeu que era preconceito por eu até o El Cruce Los Andes. ser brasileira. Me levaram para uma van onde duas “Estava meio perdida, sem atletas já me aguardavam.

saber para que lado ia. No caminho até o local do Encontrei o Décio e ele me exame eu perguntei a elas se chamou para compor uma era normal aquilo de fazer equipe na Volta à Ilha e uma o exame. Uma das atletas, outra equipe numa corrida italiana, perguntou se eu não de aventura. Fiquei motivada havia lido no regulamento