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Garmin Enduro 4: o relógio da bateria que não acaba ganhou cérebro de fēnix 9

Lançado em 6 de outubro, o Enduro 4 mantém a autonomia de até 320 horas de GPS e herda mapas, memória e métricas de treino da linha fēnix 9. Destrinchamos o que mudou, o que ficou igual e para quem ele vale o investimento.

Valmir Lana · 08 de outubro de 2026 · 6 min de leitura
Arte: Revista Trail Running / Fotos: Garmin

A Garmin apresentou em 6 de outubro de 2026 o Enduro 4, quarta geração do relógio que a marca dedica a quem passa dias inteiros na montanha. A proposta segue a mesma: o máximo de bateria no menor peso possível. A novidade está do lado de dentro. O Enduro 4 recebe o motor de mapas, a memória e boa parte das ferramentas de treino que estrearam no fēnix 9, lançado em agosto.

O resultado é um relógio que, no papel, entrega quase tudo o que o fēnix 9 Pro faz em treino e navegação, pesa um terço a menos e custa US$ 300 a menos. Mas a bateria não cresceu nada em relação ao Enduro 3, e isso pesa na decisão de quem já tem o modelo anterior.

O que mudou em relação ao Enduro 3

  • Armazenamento dobrou: de 32 GB para 64 GB, espaço para mais mapas topográficos, músicas e podcasts.
  • 50% mais memória RAM e o novo motor de mapas da linha fēnix 9, com rolagem até 30% mais rápida, segundo a Garmin, e uma nova visualização em perspectiva, que mostra o terreno à frente com mais clareza.
  • Ritmo ajustado pela inclinação nos treinos: agora é possível programar sessões com metas de ritmo ajustado pela inclinação e acompanhar um ritmo contínuo (rolling pace) também ajustado. No Enduro 3, o ritmo ajustado existia apenas como campo de dados.
  • Zonas e curva de stamina: mostram como a resistência do atleta se comporta de acordo com o condicionamento e o histórico de treino.
  • Garmin Epic: agrupa atividades de dias, semanas ou meses em um único registro no Garmin Connect, com fotos e dados somados. Pensado para travessias, provas em etapas e expedições.
  • Rucking e remo indoor: treinos com mochila carregada, com peso ajustável durante a atividade, e VO2 máximo e curva de potência no remo indoor, com máquina compatível.
  • Pulseira ComfortFit de tecido, agora com encaixe QuickFit.
  • Suporte mais longo: atualizações de segurança garantidas até outubro de 2028.

O que ficou igual

A bateria é idêntica à do Enduro 3 em todos os modos. A caixa, a tela, a lente e os sensores também se repetem. O relógio pesa 66 g com a pulseira, 3 g a mais que o antecessor. Quem esperava um salto de autonomia vai se frustrar: a Garmin preferiu investir no software e na navegação.

Construção e tela

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