A cabeça não vence a prova. Ela impede que você a perca
Estudos com ultramaratonistas de elite mostram que força mental tem um teto, e que o que separa quem termina de quem abandona é como se lida com a dor
Existe uma frase repetida em toda largada: "ultra é 90% cabeça". Os pesquisadores que mediram isso chegaram a uma conclusão menos heroica e mais útil. A cabeça importa até certo ponto. Depois dele, o que decide é a estratégia.
O teto da força mental
Em 2020, Andrew Brace e colegas aplicaram questionários de "mental toughness" e autoeficácia a 56 corredores de elite da HURT 100, no Havaí. O grupo pontuou bem acima de atletas de outros esportes. Mas, dentro dele, a força mental não previu tempo, colocação nem chance de terminar. A explicação proposta pelos autores é a de um limiar: para chegar a uma linha de
O resto desta matéria é para assinantes
A assinatura abre todas as edições completas, incluindo as mais recentes, e mantém a revista sendo feita.
