A descida cobra, e cobra do quadríceps
A parte mais gostosa da trilha é a que mais destrói músculo. O antídoto tem nome científico e cabe em um treino por semana
No UTMB de 2009, pesquisadores franceses mediram a força de 22 atletas antes e depois dos 166 km. O quadríceps perdeu 35% da capacidade, e a creatina quinase, marcador de dano muscular, saltou de 144 para 13.633 unidades. Não foi a subida que fez isso. Foi a descida.
O que acontece na perna
Descer é frear. A cada passo, o quadríceps se alonga enquanto contrai para segurar o corpo, a chamada ação excêntrica, e essa é a forma de contração que mais rompe fibras. A revisão de Bastien Bontemps e colegas na Sports Medicine, em 2020, reuniu os dados: após descidas prolongadas, a força isométrica dos extensores do joelho cai entre 14% e
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